Ainda estou me recuperando do momento complicado pelo qual acabei de passar...
Mas ainda dói muito.
Entre fantasia e realidade existe uma linha tênue, que está a distância de uma batida do coração.
terça-feira, junho 10
quinta-feira, maio 8
Conclusivo.
Digamos que seja uma revolução. Outros até diriam que é uma grande mudança. Eu prefiro pensar em uma metamorfose, uma alomorfia ou como você queira chamar. E para mim é isso que é.
sábado, abril 5
Saudade.
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
quarta-feira, março 5
Roda vida.
Mesmo sem querer cair nessa roda-viva de vez em quando a gente cai, sem saber, e sabendo a gente continua caindo. Algumas vezes a vontade de mudar não depende só dessas fatores internos/externos, depende também de uma vontade louca de abraçar o mundo sem poder abraça-lo. O simples pode ser complicado demais.
Estou cansada. E penso que sempre estive assim.
Estou cansada. E penso que sempre estive assim.
Summertime

Janis Joplin - Summertime
Heyward / Gershwin
Summertime, time, time,
Child, the living's easy.
Fish are jumping out
And the cotton, Lord,
Cotton's high, Lord so high.
Your daddy's rich
And your ma is so good-looking, baby.
She's a-looking good now,
Hush, baby, baby, baby, baby now,
No, no, no, no, no, no, no,
Don't you cry, don't you cry.
One of these mornings
You're gonna rise, rise up singing,
You're gonna spread your wings, child,
And take, take to the sky,
Lord, the sky.
But until that morning,
Honey, n-n-nothing's going to harm ya,
No, no, no no, no no, no...
sábado, fevereiro 2
Boîte Bleue (Parte 2)
Relógio de Lineu, por Carolus Linnaeus.
"Então pintei de azul os meus sapatos por não poder de azul pintar as ruas, depois, vesti meus gestos insensatos e colori as minhas mãos e as tuas. Para extinguir em nós o azul ausente e aprisionar no azul as coisas gratas, enfim, nós derramamos simplesmente azul sobre os vestidos e as gravatas". Carlos Pena Filho
Parecia mesmo que estava tudo dando errado. E Pilar não conseguia entender porque o carro dela estava estacionado a três quadras de onde ela morava. Ela lembrava perfeitamente que havia chegado em casa e estacionado o carro embaixo de sua janela, como sempre fazia. Se isso é algum jogo eu quero saber agora do que se trata. Tanta coisa estranha acontecendo... Ela estava sonhando. Eu nunca sonhei, ou nunca lembrei dos meus sonhos, para mim a realidade sempre foi o suficiente. Pegou a caixa azul e colocou no banco de trás do carro, já estava atrasada para ir trabalhar. Dessa vez se eu chegar atrasada tenho certeza que vou ser despedida, e eu preciso comprar outra poltrona, nunca gostei de lilás. Ligou o som no volume 15, assim ela podia escutar o celular tocar e cantar junto com a música. "Ando meio desligado... Eu nem sinto os meus pés no chão, olho e não vejo nada eu só penso se você me quer. Eu não vejo a hora de lhe dizer aquilo tudo que eu decorei, e depois do beijo que eu já sonhei você vai sentir mas por favor não me leve a mal, eu só quero que você me queira, não me leve a mal". Repentinamente algo aconteceu. O que essa caixa estava fazendo jogada em minha casa? E porque diabos ela é desse tamanho e tão leve? Pilar decidiu que jogaria a caixa azul no lixo assim que chegasse em seu trabalho. E se for uma bomba? Foi a partir desse momento que ela entrou em desespero, por um momento pensou que estaria sonhando ou em uma realidade alternativa, e sem ver acelerou o carro e bateu no poste. Parecia mesmo que estava tudo dando errado.
* Se não leu, leia a parte um. :)
Bem que minha avó dizia...
- Mas minha filha, ele é seu amigo ou seu colega?
- É meu amigo, pai.
- E vocês se conhecem a quanto tempo?
- Estudamos juntos por 4 anos.
- E isso tem quanto tempo?
- Tem 7 anos.
- Ele é seu amigo ou seu colega?
- Qual a diferença? Sei lá... É meu amigo.
- E eu sou seu amigo ou seu colega?
- Oras, você é meu pai.
- Humm... Quando você descobrir a diferença venha falar comigo.
- É meu amigo, pai.
- E vocês se conhecem a quanto tempo?
- Estudamos juntos por 4 anos.
- E isso tem quanto tempo?
- Tem 7 anos.
- Ele é seu amigo ou seu colega?
- Qual a diferença? Sei lá... É meu amigo.
- E eu sou seu amigo ou seu colega?
- Oras, você é meu pai.
- Humm... Quando você descobrir a diferença venha falar comigo.
quinta-feira, janeiro 3
Adeus ano velho!
Este ano eu começo oficialmente uma reforma aqui dentro. De quebra-quebra, eu digo. Estilhaçar os pedaços inconsistentes e jogá-los fora. Parar com as coisas que me destroem, o cigarro já ficou para trás. Vou relegar os sacros demônios aos que os merecem. Hoje eu tomei a decisão de recomeçar a interminável jornada da auto-pesquisa, de tentar levantar as pedras da minha existência para descobrir quem sou. Este ano eu quero paz no meu coração, e que isso não soe clichê, é exatamente o que eu quero. E que tal beber um pouco mais de água? Também está na lista! Quero mais é que meus olhos falem por mim, e que meu corpo vibre ao lado da pessoa amada. Que os amigos me perdoem, mas este ano vou preferir a calma do meu lar. Não quero cansar meu corpo e minha mente com esses pequenos detalhes que se unem para se transformar num imenso bloco sólido frio e cruel de tristezas e mágoas. Quero mais é ser feliz! E já que o ano é de reviravolta vou correr atrás do que é meu... Vou lutar até vencer. E se tiver pedras no meu caminho, acho melhor sair da frente que eu vou chutar! Eu não tenho medo do que vem pela frente e tenho respeito pelo que passou. E este ano eu tenho um único desejo: que os abraços sejam calorosos!
"Nós observamos apenas os aspectos superficiais de algo muito profundo... Um susurro, se preferir, da Grande Cadeia da Existência." Sandman, O Livros dos Sonhos - Neil Gaiman.
segunda-feira, novembro 19
Horas do Ângelus.
É nas horas dos Ângelus, nas horas
Do claro-escuro emocional aéreo,
Que surges, Flor do Sol, entre as sonoras
Ondulações e brumas do Mistério.
Surges, talvez, do fundo de umas eras
De doloroso e turvo labirinto,
Quando se esgota o vinho das Quimeras
E os venenos românticos do absinto.
Cruz e Sousa, fragmento do poema Ângelus.
Do claro-escuro emocional aéreo,
Que surges, Flor do Sol, entre as sonoras
Ondulações e brumas do Mistério.
Surges, talvez, do fundo de umas eras
De doloroso e turvo labirinto,
Quando se esgota o vinho das Quimeras
E os venenos românticos do absinto.
Cruz e Sousa, fragmento do poema Ângelus.
segunda-feira, novembro 5
Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu uma lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Alphonsus de Guimaraens
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu uma lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Alphonsus de Guimaraens
segunda-feira, outubro 29
Pequenas folhas ao ar.
E que tem estar melhor? Que rasgue todas as folhas para que estejam melhores que sou. Não importe tantos papéis, afinal o que? Importa se os pedaços de mim forem apenas isso?
quarta-feira, outubro 24
segunda-feira, outubro 22
quarta-feira, setembro 26
O primeiro sopro primaveril.
sexta-feira, setembro 21
Avant trouver la petite boîte rouge (Première Partie)

"Também é verdade o vermelho eufórico no amanhecer e entardecer. No indefinível tempo da morte. É verdade então a cor do fruto proibido e dos disfarces que as ciscunstâncias decidirão."
O vidro ficou ligeiramente embaçado com sua respiração sôfrega, colocou a mão na janela bem perto do quente de seu hálito, como se dessa forma ela pudesse despertar. Por quanto tempo as coisas poderiam permanecer daquele modo? Para Maria não importa, já faz um tempo que não é tempo e faz tanto tempo que Maria perdeu a noção do calendário gregoriano, perdeu até a noção do próprio tempo. O dia estava amanhecendo e a ausência de movimento na rua lhe dizia que era final de semana, talvez domingo, levantando a cabeça ela deu uma última olhada pela janela, sentou-se na cadeira velha de balanço e deixou o dia escorrer por suas mãos, da mesma forma que fazia sempre, olhando em volta, sem conseguir enxergar a mulher decrépita que sentava todos os dias na cadeira velha de balanço. Ela sabia sentir, mesmo sem saber exatamente o que sentia. Sua casa estava empoeirada, cheirando a mofo e cinzeiro, e ela não sentia vontade alguma de colocar as coisas em ordem, era sua vida a própria desordem. A mesa cheia de restos de comida e papéis velhos amassados, o vaso com a planta seca, jornais espalhados pelo chão, fotos de pessoas mortas, roupas sujas e uma caixa vermelha. Engraçado, eu não me lembrava dessa caixa, se bem que, ela deve estar neste lugar a bastante tempo, ou não deve estar? Ela tinha mania de rezar, mas não sabia nenhuma oração, pedia em silêncio que o dia levasse sua dor embora numa manhã nublada e ao despertar ela pudesse se ver sentada na cadeira de balanço segurando um pedaço qualquer de papel e alguma anotação feita na noite anterior com sua letra tortuosa e dessa forma essa sua tortura diária pudesse ter um fim, amém. Mas o dia sempre voltava com sua dor, então ela já não sabia se era ontem ou amanhã, ela apenas sabia que esperaria, sempre, o dia levar embora essa dor que lhe apertava o peito e doía o estômago. Quando uma fresta de sol bateu no cinzeiro, que estava perto da porta, ela pensou que em pouco tempo anoiteceria, pegou um casaco grosso, o maço de cigarros, fósforos e saiu sem trancar as portas. Andando ela tentava recordar o seu passado, entre supostas lembranças e imaginação Maria não conseguia ao certo distinguir o que era parte de sua vida e o que era fruto de sua solidão. Acendeu um cigarro e sua pernas adormeceram, então ela fechou os olhos e jogou o seu corpo para trás e foi caindo, caindo, caindo, caindo num abismo profundo.
O vidro ficou ligeiramente embaçado com sua respiração sôfrega, colocou a mão na janela bem perto do quente de seu hálito, como se dessa forma ela pudesse despertar. Por quanto tempo as coisas poderiam permanecer daquele modo? Para Maria não importa, já faz um tempo que não é tempo e faz tanto tempo que Maria perdeu a noção do calendário gregoriano, perdeu até a noção do próprio tempo. O dia estava amanhecendo e a ausência de movimento na rua lhe dizia que era final de semana, talvez domingo, levantando a cabeça ela deu uma última olhada pela janela, sentou-se na cadeira velha de balanço e deixou o dia escorrer por suas mãos, da mesma forma que fazia sempre, olhando em volta, sem conseguir enxergar a mulher decrépita que sentava todos os dias na cadeira velha de balanço. Ela sabia sentir, mesmo sem saber exatamente o que sentia. Sua casa estava empoeirada, cheirando a mofo e cinzeiro, e ela não sentia vontade alguma de colocar as coisas em ordem, era sua vida a própria desordem. A mesa cheia de restos de comida e papéis velhos amassados, o vaso com a planta seca, jornais espalhados pelo chão, fotos de pessoas mortas, roupas sujas e uma caixa vermelha. Engraçado, eu não me lembrava dessa caixa, se bem que, ela deve estar neste lugar a bastante tempo, ou não deve estar? Ela tinha mania de rezar, mas não sabia nenhuma oração, pedia em silêncio que o dia levasse sua dor embora numa manhã nublada e ao despertar ela pudesse se ver sentada na cadeira de balanço segurando um pedaço qualquer de papel e alguma anotação feita na noite anterior com sua letra tortuosa e dessa forma essa sua tortura diária pudesse ter um fim, amém. Mas o dia sempre voltava com sua dor, então ela já não sabia se era ontem ou amanhã, ela apenas sabia que esperaria, sempre, o dia levar embora essa dor que lhe apertava o peito e doía o estômago. Quando uma fresta de sol bateu no cinzeiro, que estava perto da porta, ela pensou que em pouco tempo anoiteceria, pegou um casaco grosso, o maço de cigarros, fósforos e saiu sem trancar as portas. Andando ela tentava recordar o seu passado, entre supostas lembranças e imaginação Maria não conseguia ao certo distinguir o que era parte de sua vida e o que era fruto de sua solidão. Acendeu um cigarro e sua pernas adormeceram, então ela fechou os olhos e jogou o seu corpo para trás e foi caindo, caindo, caindo, caindo num abismo profundo.
terça-feira, setembro 18
La petite boîte bleue (Première Partie)

"É verdade o azul nas coisas dormentes e tristes da vida, nas coisas ausentes, nas coisas perdidas. Também é verdade a cor que o tempo insinua, o azul no espaço infinito do pranto, no eco do grito no vulto de espanto."
Pilar esteve muito ocupada durante a semana, essa noite ela haveria de adormecer sentada numa poltrona lilás com o despertador no colo sem ligar o alarme, adormeceria de cansaço. Sonhou que lavava o rosto devagar, esfregando calmamente cada linha de expressão. Escovou mais uma vez os dentes. Penteou os cabelos fio por fio, num zelo tão indiferente como um processo ritualista do próprio corpo, que ela desconhecia e fazia com tanto prazer que por um momento pensou existir! Sua alma estava trêmula, ela não sabia porque se tocava com tanto amor nem tampouco por quanto tempo. Levantando os olhos pôde se olhar no espelho e levou um susto: o seu reflexo era de uma pessoa desconhecida. Como é que pode não se reconhecer do dia para a noite? E ela não sabia como responder. Acordou com uma sensação estranha, levantou para tomar uma água e foi andando às cegas até o banheiro. Quando chegou na porta não sabia o que queria fazer, então resolveu voltar pelo corredor até a poltrona lilás. No meio do caminho tropeçou em uma caixa enorme. Que diabos essa caixa está fazendo aqui? Ligou a luz no fim do corredor e olhando para aquele embrulho enorme em azul percebeu que não sabia o que era aquela caixa nem o que ela fazia jogada no meio do corredor atrapalhando a passagem para todos os cômodos. Tentou recordar cada passo seu durante a semana, mas Pilar havia feito tantas coisas e estava tão cansada que preferiu deitar em sua cama e finalmente dormir até o dia amanhecer. O despertador não tocou mas ela acordou pontualmente às 6 da manhã, estava mais cansada do que antes, com o corpo dolorido, levantou-se e foi em direção ao banheiro pensando em deitar novamente, dormir mais um pouco e gritar um foda-se bem alto. Esbarrou mais uma vez na caixa enorme com embrulho azul e soltou um berro tão estridente que sentiu o telhado cair sobre sua cabeça, sentou no chão completamente encolhida apertando os olhos, quando voltou a si o teto estava intacto, mas a caixa permanecia ali.
Pilar esteve muito ocupada durante a semana, essa noite ela haveria de adormecer sentada numa poltrona lilás com o despertador no colo sem ligar o alarme, adormeceria de cansaço. Sonhou que lavava o rosto devagar, esfregando calmamente cada linha de expressão. Escovou mais uma vez os dentes. Penteou os cabelos fio por fio, num zelo tão indiferente como um processo ritualista do próprio corpo, que ela desconhecia e fazia com tanto prazer que por um momento pensou existir! Sua alma estava trêmula, ela não sabia porque se tocava com tanto amor nem tampouco por quanto tempo. Levantando os olhos pôde se olhar no espelho e levou um susto: o seu reflexo era de uma pessoa desconhecida. Como é que pode não se reconhecer do dia para a noite? E ela não sabia como responder. Acordou com uma sensação estranha, levantou para tomar uma água e foi andando às cegas até o banheiro. Quando chegou na porta não sabia o que queria fazer, então resolveu voltar pelo corredor até a poltrona lilás. No meio do caminho tropeçou em uma caixa enorme. Que diabos essa caixa está fazendo aqui? Ligou a luz no fim do corredor e olhando para aquele embrulho enorme em azul percebeu que não sabia o que era aquela caixa nem o que ela fazia jogada no meio do corredor atrapalhando a passagem para todos os cômodos. Tentou recordar cada passo seu durante a semana, mas Pilar havia feito tantas coisas e estava tão cansada que preferiu deitar em sua cama e finalmente dormir até o dia amanhecer. O despertador não tocou mas ela acordou pontualmente às 6 da manhã, estava mais cansada do que antes, com o corpo dolorido, levantou-se e foi em direção ao banheiro pensando em deitar novamente, dormir mais um pouco e gritar um foda-se bem alto. Esbarrou mais uma vez na caixa enorme com embrulho azul e soltou um berro tão estridente que sentiu o telhado cair sobre sua cabeça, sentou no chão completamente encolhida apertando os olhos, quando voltou a si o teto estava intacto, mas a caixa permanecia ali.
quarta-feira, setembro 12
Desatentar.
O sofá tem lugar para três, a casa pode hospedar várias pessoas. Na noite anterior Fernanda estava ansiosa e contente, Pedro chegaria logo após o coração dela palpitar rápido e forte. A cama tem lugar para dois, a casa é pequena e a tempos não recebe uma visita. Na noite anterior Pedro pensava no amanhã e se apressava para ver Fernanda. Enquanto ele andava lembrou que teria de voltar cedo, pois havia marcado de encontrar Lucas, tomar uma cerveja. Bruna havia terminado um namoro de 2 anos, ela disse que ele não lhe dava atenção, parecia até ter vergonha de sair com ela, Lucas dizia que não, era coisa da cabeça dela - "você fica muito tempo sozinha em casa, acaba pensando besteira" - durante o tempo de namoro, ela sequer conhecia os amigos de Lucas. Chegando na casa de Fernanda, apressado para entrar e falar que teria de ir embora mais cedo, Pedro sequer percebeu o quanto Fernanda estava bonita, ela recebeu ele com vários beijos, e ele sem perceber o quanto Fernanda estava bonita, sentou no sofá com lugar para três e ligou a televisão....
terça-feira, setembro 11
Orbite d'être.
Só havia sol, um brilho intenso que queimava a retina e ofuscava a verdadeira cor de seus olhos. E havia tanta luz que por alguns momentos ela pôde se sentir assim, meio celestial.
- Temos que conversar, Alice.
- Estou cansada! Será que podemos ter um momento de calar, do qual nenhum dos dois se sinta incomodado?
- Creio que podemos, mas temos que conversar.
Alice olhava como as pessoas moviam-se, observava a individualidade de cada corpo com suas pequenas minúcias. Ela tinha o poder de transformar um simples gesto num magnífico momento de ser.
- Engraçado como todos demoram tanto para perceber o que realmente importa.
- O que realmente importa?
- Não é somente o que gira em torno de seu umbigo.
- Então, qual é a verdadeira órbita de ser?
- Temos que conversar, Alice.
- Estou cansada! Será que podemos ter um momento de calar, do qual nenhum dos dois se sinta incomodado?
- Creio que podemos, mas temos que conversar.
Alice olhava como as pessoas moviam-se, observava a individualidade de cada corpo com suas pequenas minúcias. Ela tinha o poder de transformar um simples gesto num magnífico momento de ser.
- Engraçado como todos demoram tanto para perceber o que realmente importa.
- O que realmente importa?
- Não é somente o que gira em torno de seu umbigo.
- Então, qual é a verdadeira órbita de ser?
Underwater Love - Smoke City
Howard Schatz - Underwater Study.This must be underwater love
The way I feel it slipping all over me
This must be underwater love
The way I feel it
O que que é esse amor d'água
Deve sentir muito parecido a esse amor
This is it
Underwater love
It is so deep
So beautifully liquid
Esse amor com paixão, ai
Esse amor com paixão, ai que coisa!
After the rain comes sun
After the sun comes rain again
After the rain comes sun
And after the sun comes rain again
This must be underwater love
The way I feel it slipping all over me
This must be underwater love
The way I feel it
O que que é esse amor d'água
Eu sei que eu não quero mais nada
Follow me now
To a place you only dreamt of
Before I came along
When I first saw you
I was deep in clear blue water
The sun was shining
Calling me to come and see you
I touched your soft skin
And you jumped in with your eyes closed
And a smile upon your face
Você vem, você vai
Você vem é cai
E vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Que coisa louca
Vem aqui pra cá
Porque eu quero te beijar na sua boca
Ai que boca gostosa
After the rain comes sun
After the sun comes rain again
Cai cai e tudo tudo cai
Tudo cai pra lá e pra cá
Pra lá e pra cá
E vamos nadar
Vamos nadar e tudo tudo dá
This must be underwater love
The way I feel it slipping all over me
This must be underwater love
The way I feel it
Oh oh d'água Underwater
Oh underwater love
This underwater love
This underwater love
Underwater love
terça-feira, setembro 4
Pretérito IMperfeito do Indicativo.
Quando eu penso que está tudo bem, o demônio do meu passado vem me atormentar. Quando eu paro de lembrar de tudo que passou, tenho que fazer um enorme esforço para esquecer. Pra que sair debaixo da montanha que te enterrou?"Cortar a ligação com o passado - disse ele vagarosamente, como se falasse consigo mesmo -, conseguir apagá-lo, é o mais vil de todos os cortes com a lei do cosmos. É ingratidão, e uma fuga às nossas dívidas. É um suicídio: com esse corte, a pessoa está a aniquilar-se a sí mesma. [...] Eu não cortarei, no momento em que atingi o que, na verdade, sou, as minhas raízes, transformando-me numa sombra, transitando para o nada."
in Novos Contos de Inverno - Karen Blixen
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