quinta-feira, dezembro 21

Quase uma premonição

Quando o encontrei procurei traços conhecidos. E eram todos desconhecidos aos meus olhos. Ele disse nossa como você está diferente. Perguntei diferente como? Ele disse não sei talvez não sei o olhar. Talvez o olhar.

E isso de fato não aconteceu. Isso foi um sonho. Quase uma premonição.

Ontem:

Amanheci pensativa diante da noite anterior em que a escuridão quase se fez presente em mim. O dia se arrastou com uma sensação estranha, mistura de medo e pavor. Meu coração me dizia que algo estava prestes a acontecer mas eu não saberia o que nem sequer se aconteceria algo. Tive vontade de fugir para bem longe, fugir de mim mesma, me perder no meu próprio reflexo. Meus pensamentos estavam confusos. E de repente tão de repente chegando a ser assustador, ele reapareceu. Depois de tanto tempo esquecido na escuridão do meu coração. E chegou tão igual e tão diferente. Sua voz doce e pervesa soando como música clássica aos ouvidos causando arrepios na alma. Aquele cheiro de pele a muito tempo impregnado em mim. E em algum momento ele disse nossa como você está diferente. Perguntei diferente como? Ele disse não sei talvez o olhar.

Estalo.

5 comentários:

Aline disse...

Como assim? rs beijos,

ianmarcelo disse...

também ando tendo dejá vus, mas nada muito marcante.
esquisito, né? às vezes parece que as coisas já tão escritas pra acontecer. é uma coisa psico a se pensar...

ME disse...

Tamara, boas provas! bjs,

rumblefish74 disse...

Que legal, Tamara! Gostei muito do jeito que escreve, reflexivo, autêntico, sem medo de experimentar emoções, direto, já buscando um estilo. Os bons escritores não temem coração partido nem paixões arrebatadoras, para se escrever sobre algo é preciso que o tenha vivido, portanto arrisque-se, amplie o repertório, tente o novo, aja contra sua natureza só pra ver o que acontece. Me lembrou um pouco Rubem Fonseca, uma versão feminina dele. Também gosto de Caio Fernando de Abreu e Hermann Hesse, conhece Carlos Castañeda ou Philip K. Dick? Este último escreveu Blade Runner e um outro chamado: Os andróides sonham com carneirinhos elétricos? Lindo o título, não? Quem mais faz a sua cabeça? Ficaria honrado com uma visita ao meu blog.

Tamara disse...

Rumblefish: Gostaria de responder o seu adorável recado, mas não consigo acessar seu perfil!