quarta-feira, março 24

P.s

Solidão, eu ao encontro dela e ela ao meu encontro. Fujo, me escondo por entre o sussurro, fecho os olhos para a tristeza, e corro - às cegas mesmo - o mais rápido que eu posso correr, sem destino e um ponto de chegada ou de partida. Tenho em mim a dor do mundo, do meu mundo inteiro que me envolve, do beijo não dado, dá palavra presa na garganta, das palavras feridas que sutilmente foram ditas à mim. A dor, e o peso leve da solidão. Tenho a mágoa, o coração sangrando estrassalhado. Como pesa em meus olhos vazios! Ela ao me encontro, e eu ao encontro dela, tantas e tantas vezes que torna-se minha amiga mais íntima, a amiga mais presente. Sinto frio, um frio que vem de dentro, das entranhas, do vento feito por assas de borboletas batendo na parede do estômago. E tenho fome, de afeto, de contato, E tenho muito medo, tanto que mantenho os outros longe de mim, longe da folha caída e seca em pleno outono. Tenho...

6 comentários:

Darwin disse...

Oi =]
Em todo caso, antes estar sozinho quando se está só, que estar sozinho acompanhado. Conheci esse bater de asas no estômago. Em compensação, depois que passa, pouca coisa incomoda. Por aí...
o/

Angie disse...

"Solidão não é doença que a medicina trata; solidão que é coisa humana e tem serventia..." - (A liberdade é azul)

prefiro pensar na vida como um filme, dirigido por um grande cineasta, hora brincando com o choro, hora brincando com o riso. Usando as pontencias humanas dentre elas a solidão.

Aline disse...

Querida Tamara, obrigada pela visita. Fazia tempos q eu não a recebia. Sim, vc compreendeu a atmosfera do texto. Um beijo, Aline

Pedro Gabriel disse...

;*

Anônimo disse...

It is a pity, that now I can not express - there is no free time. But I will be released - I will necessarily write that I think on this question.

Leo Gomes disse...

intenso